sidney_rezende_estudio_i_free_big_fixed_bigSidney Rezende quebrou o silêncio e falou pela primeira vez sobre a sua demissão da Globo News, em novembro do ano passado, durante uma premiação promovida pelo seu site, que elegeu os melhores do Carnaval do Rio de Janeiro no último sábado (27).

“A Globo não é dona do Brasil, a Globo não é dona do Carnaval, a Globo não é dona do futebol. A Globo é uma empresa importante para o nosso país, presta um serviço importante, mas quem faz o futebol são os seus jogadores, seus atletas, seus dirigentes. Quem faz o Carnaval são todos vocês aqui e milhões de outras pessoas que não estão aqui, mas vocês as representam”, disse o jornalista para cerca de 600 pessoas.

Para Rezende, a interferência da rede dos Marinho nesses eventos passa dos limites. “A Globo está ultrapassando os seus limites como meio de comunicação no momento em que interfere em horários de festividades, nas partidas de futebol, nos desfiles das escolas de samba, quando adapta as festividades populares a uma grade de programação de seu interesse”, explicou.

Apesar das duras palavras, Sidney garantiu que não tem mágoa do canal e chegou a ressaltar as qualidades da empresa que trabalhou por 20 anos. “A Globo é uma das joias da Coroa do Brasil, é uma das empresas mais importantes da comunicação, tem grandes inteligências. A Globo é resultado de um conjunto de trabalho vitorioso, que serve de referência para todos nós”, reconheceu.

O âncora ainda anunciou que vai se envolver em um projeto ambicioso que unirá televisão, rádio e internet. “Neste mês de março, até o dia 31, eu vou anunciar o meu novo projeto profissional, que será um desafio incrível. Eu espero que o resultado apareça de 10 meses a 1 ano, onde nós vamos tentar pela primeira vez na história achar um caminho que muitos outros tentaram até então e não conseguiram”, revelou.

Rezende foi dispensado da Globo News um dia após publicar em seu site uma crítica sobre a obsessão dos profissionais e veículos por notícias ruins e na aposta do impeachment da presidente Dilma Rousseff como esperança para a solução dos problemas do Brasil. O afastamento, entretanto, deu-se para acomodar Christiane Pelajo, que ocupará o mesmo horário do ex-colega que estreou nesta segunda-feira (29).

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