0000Há exatos 20 anos, no dia 2 de março de 1996, o avião que transportava a banda Mamonas Assassinas caiu na Serra da Cantareira, em São Paulo, causando a morte dos integrantes do grupo e chocando todo o Brasil.

Dinho, Julio, Bento, Sergio e Samuel tiveram um sucesso meteórico com o seu álbum homônimo lançado um ano antes, com canções que até hoje animam pistas de dança, como “Vira-vira” e “Pelados em Santos”. Quase todas as faixas do álbum ganharam destaque nas rádios do país.

Os 20 anos da morte do grupo são marcados por algumas homenagens, como por exemplo, o “Musical Mamonas”, que estreia ainda este mês em São Paulo. Confira abaixo algumas curiosidades sobre a banda, que marcou a história da música nacional. 

Disco de diamante.
O disco “Mamonas Assassinas” – único álbum oficial de estúdio do grupo – vendeu três milhões de cópias e ganhou a certificação de “Disco de diamante” da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD).

Agradecimentos curiosos:
O álbum traz diversos agradecimentos divertidos feitos pelos artistas em seu encarte. Um deles, chama bastante atenção – pelo fato de um acidente ter maracdo o fim do grupo: a banda faz um agradecimento especial ao pai da aviação “Santos Dumont (que inventou o avião, senão a gente ainda estava indo mixar o disco, a pé)”.ado o f

Chapolin, personagem que Dinho costumava imitar nos palcos, também ganhou menção nos agradecimentos.

Troca de nome trouxe sucesso:
Antes de se tornar “Mamonas Assassinas”, o grupo se chamava “Utopia”. Com esse nome, o quinteto chegou a lançar o disco “A Fórmula do Fenômeno”, que não chegou nem aos pés do sucesso do primeiro álbum com o novo nome, vendendo menos de cem cópias. O álbum já trazia o sucesso “Pelados em santos”, mas no disco ainda era intitulada como “Mina (Minha Pitchulinha)”.

111111Homenagem na avenida:
Em 2001, o rock da banda virou samba. A escola Inocentes de Belford Roxo, que na época integrava o Grupo de Acesso no carnaval do Rio de Janeiro, fez um tributo ao grupo na avenida com o enredo “De Guarulhos para o Palco da Folia, Sonhos, Irreverência e Alegria. Mamonas para sempre!”. A agremiação ficou em 8º lugar naquele ano.

Paródias:
Talvez a parodia mais conhecida do grupo tenha sido a “Chopis Centis”, inspirada em “Should I Stay Or Should I Go”, do The Clash. Mas essa faixa não foi a única usada como inspiração para a trupe.

O título da faixa “Bois Don’t Cry”, por exemplo, é uma paródia à música “Boys Don’t Cry”, do The Cure. A mesma faixa, quando se fala de influências musicais, traz inspirações do cantor Waldick Soriano e conta com a base da música “The Mirror” do Dream Theater em sua parte mais “paulera”.

Faixa em espanhol e homenagem do Titãs:
A faixa “Pelados em Santos” ganhou duas versões especiais. Uma gravada pela própria banda em espanhol.

Traduzida  para “Desnudos em Cancún”, a faixa entrou na coletânea “Atenção, Creuzebek: A Baixaria Continua”, lançada em 1998.

Outra regravação foi feita pelo grupo Titãs, em 1999. O grupo lançou o álbum “As dez mais”, fazendo uma homenagem a alguns de seus artistas favoritos. A canção dos Mamonas Assassinas ganhou espaço no disco ao lado de músicas de Lulu Santos, Roberto Carlos, Legião Urbana, entre outros.

12525152_1009057472489078_8112074736736769426_oHomenagem nos palcos:
Duas décadas após a morte do grupo, o quinteto ganhará uma homenagem especial nos palcos. O “Musical Mamonas” estreia no Teatro Fecomercio, em São Paulo, no mês de março e tem direção de José Possi Neto.

A temporada na capital paulista fica de 11 de Março a 29 de Maio de 2016 e contará com um elenco formado por Ruy Brissac (Dinho), Adriano Tunes (Julio), Yudi Tamashiro (Bento), Elcio Bonazzi (Sergio/Samuel) e Arthur Ienzura (Sergio/Samuel).

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